quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Física Quântica

A Física Quântica: o que é, e para que serve?
  Já faz cem anos que Planck teve de lançar mão de uma expressão inusitada para explicar os seus resultados da medida da intensidade da radiação emitida por um radiador ideal
- o corpo negro - levando-o assim a estabelecer o valor de uma nova constante universal que ficou conhecida como a constante de Planck.
A partir daí, e também em função de outras experiências que apresentavam resultados igualmente surpreendentes no contexto da mecânica de Newton e do eletromagnetismo de Maxwell, os pesquisadores do começo do século passado se viram obrigados a formular hipóteses revolucionárias que culminaram com a elaboração de uma nova física capaz de descrever os estranhos fenômenos que ocorriam na escala atômica; a mecânica quântica.
Esta teoria, com a sua nova conceituação sobre a matéria e os seus intrigantes postulados, gerou debates não só no âmbito das ciências exatas mas também no da filosofia, provocando assim uma grande revolução intelectual no século XX.
Obviamente que, além das discussões sérias e conceitualmente sólidas, as características não cotidianas dos fenômenos quânticos levaram muitos pesquisadores, e também leigos, a formular interpretações equivocadas da nova teoria, o que infelizmente, ainda nos nossos dias, atrai a atenção das pessoas menos informadas.
Mas, no final das contas, quais são estes efeitos tão estranhos dos quais estamos falando e qual é a sua relevância para o nosso cotidiano, se existe alguma? Bem, para provar que não estamos falando de coisas inúteis, comecemos pela segunda parte desta pergunta.
O leitor certamente se surpreenderia se disséssemos que sem a mecânica quântica não conheceríamos inúmeros objetos com os quais lidamos corriqueiramente hoje em dia.
Só para se ter uma idéia podemos mencionar o nosso aparelho de CD, o controle remoto de nossas TVs, os aparelhos de ressonância magnética em hospitais ou até mesmo o micro-computador que ora usamos na elaboração deste artigo.
Todos os dispositivos eletrônicos usados nos equipamentos da chamada high-tech só puderam ser projetados porque conhecemos a mecânica quântica.
A título de informação, 30% do PIB americano é devido a estas tecnologias.
Esperando ter convencido o leitor de que estamos longe do terreno da especulação, vamos, então, abordar a primeira parte da pergunta acima lançada.
O que é a mecânica quântica?
A mecânica quântica é a teoria que descreve o comportamento da matéria na escala do "muito pequeno", ou seja, é a física dos componentes da matéria; átomos, moléculas e núcleos, que por sua vez são compostos pelas partículas elementares.
Muito interessante mas…o que isto nos traz de novo?.
A fim de podermos apreciar as novidades que a física quântica pode nos proporcionar, vamos estabelecer alguns conceitos clássicos que nos serão muito úteis adiante.
O primeiro conceito é o de partícula. Para nós este termo significa um objeto que possui massa e é extremamente pequeno, como uma minúscula bolinha de gude. Podemos imaginar que os corpos grandes sejam compostos de um número imenso destas partículas. Este é um conceito com o qual estamos bem acostumados porque lidamos diariamente com objetos dotados de massa e que ocupam uma certa região do espaço.
O segundo conceito é o de onda. Este, apesar de ser também observado no nosso dia a dia, escapa à atenção de muitos de nós. Um exemplo bem simples do movimento ondulatório é o das oscilações da superfície da água de uma piscina.
Se mexermos sistematicamente a nossa mão sobre esta superfície, observaremos uma ondulação se afastando, igualmente em todas as direções, do ponto onde a superfície foi perturbada.
O caso particular aqui mencionado é o de onda material, ou seja, aquela que precisa de um meio material para se propagar (a água da piscina no nosso caso).
Entretanto, esse não é o caso geral. Há ondas que não precisam de meios materiais para a sua propagação, como é o caso da radiação eletromagnética.
Aqui, a energia emitida por cargas elétricas aceleradas se propaga no espaço vazio (o vácuo) como as ondas na superfície da piscina. Apesar da sua origem mais sutil, a radiação eletromagnética está também presente na nossa experiência diária.
Dependendo da sua frequência ela é conhecida como: onda de rádio, FM, radiação infravermelha, luz visível, raios-X e muito mais.
Pois bem, até o final do século XIX tudo o que era partícula tinha o seu movimento descrito pela mecânica newtoniana enquanto que a radiação eletromagnética era descrita pelas equações de Maxwell do eletromagnetismo.
O que ocorreu no primeiro quarto do século XX foi que um determinado conjunto de experiências apresentou resultados conflitantes com essa distinção entre os comportamentos de onda e de partícula.
Estes resultados podem ser resumidos em uma única experiência que passamos a descrever, em seguida, na sua versão clássica.
Imagine que uma onda, material ou não, incida sobre um anteparo opaco onde haja duas fendas .
Cada uma das fendas passa então a ser fonte de um novo movimento ondulatório.
Uma característica fundamental deste movimento é o fenômeno de interferência, que reflete o fato das oscilações provenientes de cada uma das fendas poderem ser somadas ou subtraídas uma da outra.
Colocando-se agora um segundo anteparo, distante do primeiro, onde iremos detetar a intensidade da onda que o atinge, observaremos como resultado uma figura que alterna franjas com máximos e mínimos da intensidade da onda. Esta é a chamada arranjo experimental.
Vamos agora repetir a mesma experiência com a diferença que, ao invés de ondas, incidimos partículas sobre o primeiro anteparo.
O que ocorre nesta nova situação é a presença de duas concentrações distintas de partículas atingindo o segundo anteparo.
Aquelas que passam por uma ou outra fenda, Este seria, portanto, o resultado esperado pela física clássica.
Entretanto, quando esta experiência é feita com partículas como elétrons ou nêutrons, ocorre o inesperado: forma-se no segundo anteparo uma figura de interferência na concentração de partículas que a atingem.
Ainda mais estranho é a repetição desta mesma experiência com apenas uma partícula.
Ela passa pelo primeiro anteparo e atinge o segundo em apenas um ponto.
Vamos, então, repetir esta mesma experiência um número enorme de vezes.
O resultado é que em cada experimento o ponto de deteção no segundo anteparo é diferente. Entretanto, sobrepondo todos os resultados obtidos nos segundos anteparos de cada experiência obtém-se, novamente, a mesma figura de interferência da figura anterior!
Assim, mesmo falando de apenas uma partícula, nos vemos obrigados a associá-la a uma onda para que possamos dar conta da característica ondulatória presente no nosso exemplo.
Por outro lado, devemos relacionar esta onda à probabilidade de se encontrar a partícula em um determinado ponto do espaço para podermos entender os resultados de uma única experiência de apenas uma partícula.
Este é o chamado princípio da dualidade onda-partícula.
Um outro fato intrigante ocorre quando tentamos determinar por que fenda a partícula passou.
Para resolver esta questão podemos proceder fechando uma das fendas para ter certeza que ela passou pela outra fenda. Outra surpresa: a figura de interferência é destruida dando lugar a apenas uma concentração bem localizada de partículas, a daquelas que passaram pela fenda aberta!
Portanto, ao montarmos um experimento que evidencia o carater corpuscular da matéria, destruimos completamente o seu carater ondulatório, ou seja, o oposto ao caso com as duas fendas abertas. Este é o princípio da complementaridade.
De uma forma geral podemos interpretar os resultados do experimento aqui descrito como os de um sistema sujeito a uma montagem na qual o seu comportamento depende de alternativas A e B (no nosso caso, a passagem da partícula por uma das fendas).
Enquanto que na mecânica clássica o sistema escolhe A ou B, aleatoriamente, na mecânica quântica estas duas alternativas interferem.
Entretanto, ao questionarmos, ou melhor, medirmos, por qual alternativa o sistema opta, obteremos o resultado clássico.
Um sistema quântico, ao contrário do clássico, só pode ser descrito através das possíveis alternativas (não necessariamente apenas duas) que a nossa montagem apresente para ele.
A onda associada ao sistema carrega a possibilidade de interferência entre as diferentes alternativas e é a informação máxima que podemos ter sobre o sistema em questão.
A aplicação desta teoria a problemas nas escalas atômicas e sub-atômicas apresenta resultados como a quantização da energia ou o tunelamento quântico que, por si só, já mereceriam a elaboração de um outro artigo para que o leitor pudesse apreciá-los.
O mais interessante é que a mecânica quântica descreve, com sucesso, o comportamento da matéria desde altíssimas energias (física das partículas elementares) até a escala de energia das reações químicas ou, ainda de sistemas biológicos.
O comportamento termodinâmico dos corpos macroscópicos, em determinadas condições, requer também o uso da mecânica quântica.
A questão que nos resta é então; por quê não observamos estes fenômenos no nosso cotidiano, ou seja, com objetos macroscópicos? Bem, há duas razões para isso.
A primeira é que a constante de Planck é extremamente pequena comparada com as grandezas macroscópicas que têm a sua mesma dimensão.
Baseados neste fato, podemos inferir que os efeitos devidos ao seu valor não nulo, ficarão cada vez mais imperceptíveis à medida que aumentamos o tamanho dos sistemas.
Em segundo lugar, há o chamado efeito de descoerência.
Este efeito só recentemente começou a ser estudado e trata do fato de não podermos separar um corpo macroscópico do meio onde ele se encontra.
Assim, o meio terá uma influência decisiva na dinâmica do sistema fazendo com que as condições necessárias para a manutenção dos efeitos quânticos desapareçam em uma escala de tempo extremamente curta.
Entretanto, as novas tecnologias de manipulação dos sistemas físicos nas escalas micro ou até mesmo nanoscópicas nos permitem fabricar dispositivos que apresentam efeitos quânticos envolvendo, coletivamente, um enorme número de partículas.
Nestes sistemas a descoerência, apesar de ainda existir, tem a sua influência um pouco reduzida, o que nos permite observar os efeitos quânticos durante algum tempo. Uma aplicação importante para alguns destes dispositivos seria a construção de processadores quânticos, o que tornaria os nossos computadores ainda mais rápidos. Nesta situação a minimização dos efeitos da descoerência é altamente desejável pois, em caso contrário, estes processadores de nada iriam diferir dos processadores clássicos. Como podemos ver, tudo indica que a mecânica quântica seja a teoria correta para descrever os fenômenos físicos em qualquer escala de energia.
O universo macroscópico só seria um caso particular para o qual há uma forma mais eficiente de descrição; a mecânica newtoniana. Esta pode ser obtida como um caso particular da mecânica quântica mas a recíproca não é verdadeira. Muitos autores, por não se sentirem confortáveis com a chamada interpretação ortodoxa ou de Copenhagen da mecânica quântica, tentam criar teorias alternativas para substituí-la.
Entretanto, cabe notar que, apesar da sua estranheza, a mecânica quântica não apresentou qualquer falha desde que foi elaborada na década de 20, o que não nos proporciona evidência experimental que aponte para onde buscar as questões capazes de derrubá-la. Amir O.
Caldeira é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A lição do perdão

Este conto infantil me foi lido quando tinha 46Anos, para mim era como se eu tivesse 6.
Estava em um lugar de renascimento foi o ultimo dia de um retiro espiritual cheio de ensinamentos.
Todos estávamos tristes e felizes.
A tristeza era iminência da saudade que aqueles dias iam deixar,a felicidade era da nova oportunidade de ver  a vida sobre um novo angulo e todos os prismas.
Sentamos todos no chão, eramos pouco mais de 50 adultos rodeando nossa bela professora que nos presenteava com o conto abaixo.

A PEQUENA ALMA - A LIÇÃO DO PERDÃO
Por Neale Donald Walsch,
Autor do livro "Conversando com Deus"

Era uma vez, em tempo nenhum, uma pequena alma livre conversando com Deus sobre a própria identidade.
- Eu sei quem sou!
E Deus disse: - Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou: - Eu sou Luz
E Deus sorriu. - É isso mesmo! - Exclamou Deus. - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - Disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava.
A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era.
Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar.
Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz.
Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida.
Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol.
E o Sol não seria não seria o Sol sem vocês.
"Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão".
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei.
Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres.
Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.
Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento.
Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois.
E por isso, - continuou Deus-quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.
"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela.
Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"!
Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado.
É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável.
É especial ser generoso. É especial ser simpático.
É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar.
Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela.
Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa.
Queria saber como é ser essa parte de especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.
Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse: 
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito!
Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti!
O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça?
O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim.
Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios.
Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita.
Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois.
Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão.
Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa.
Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti?
És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim! 
E- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - Interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.
E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - Interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - Gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer.
E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - Prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre -  Nao te enviei senao anjos,para que aprendesse a perdoar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Abandono ou distanciamento?

Afastar para se fortalecer e depois auxiliar, ou abandonar os que ainda sofrem na agonia de não conseguir o autocontrole emocional, para se proteger e não ser contaminado por seus desequilíbrios?

Percebo que este é um processo que muitos passamos quando descobrimos o caminho da paz.

Em minha opinião cada ser tem sua verdade e suas capacidades de suportar e fazer suas escolhas.

Em mim a teimosia de aprender e ensinar é a mais agradável.

Estar sempre juntos, levar a cura em busca da eliminação do sofrer pela ignorância, lutar contra os argumentos que aprisionam a mente no pântano do sofrimento.

É como um doente que não tem toda a cura e sabe que o que lhe curou eliminando parte do sofrer, pode também auxiliar os que ainda sofrem a doença.

Aposto no apoio imediato e não no afastamento para total revitalização em detrimento do sofrer continuado dos que deixamos para traz.

Prefiro esta maneira, mesmo que ela me faça sofrer a dor de ver os que amo sofrendo inutilmente.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Respeito é para quem tem?

Algumas frases que retiro dos muros pixados me levam a experimentar e práticar a informação que a mensagem significa.

''Respeito é para quem têm ,,

Refletindo esta frase retruco mesmo antes de começar a refletir com uma resposta automática

Como os que não o tem poderão aprender o    que é respeito se não forem respeitados por sua ignorância?

Penso que devemos, nós indivíduos que entendam, praticam e vivenciaram a vida com e sem o respeito, que propaguem a informação, de que a vida com respeito é muito mais produtiva, saudável e feliz.

Sejamos nós os iniciadores do despertar das mentes aturdidas pelo medo e ignorância,acendendo lhes a percepção das nossas atitudes e exemplos explícitos dos atos de respeito ética e honra.

Respeito é para quem têm, quem não têm, o exemplo ensina.
Seja exemplo da mudança que você quer para o mundo.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Trêsmim

Eu Anjo sou assim,não tem quem não goste de mim
Sou aconchego carinho e felicidade sem fim
Sou amor e ingenuidade
Porquê não sei, só sei que sou assim.

Já eu capeta sou quase normal
Sou desafio, superação o ser Animal.
Não quero que goste de mim
Eu não peço nada alem de respeito isso sim

Daqui dos três , eu Sou só eu mesmo
O único normal e real aqui.
Apenas convivo com os dois que sempre estão a me alimentar de historias dos  dias de honras e glórias.

Sem eles eu seria duas vezes menos qualquer coisa.
Eu sou o aluno diante dos rabiscos do branco giz na negra lousa.

Sssooommmooosss asim três em mim
Uma historia,um conto,um caminho sem fim.

Mantenha distância

A Day2 foi a primeira pessoa que me despertou esta compreensão.
Depois foi com D Helena.
Três passos ou  pouco mais,é a distância segura de não ser absorvido pela energia delas.

Um assunto que me deixa pouca prosa.
É como se eu fosse portador de uma doença vergonhosa.

Agora eu sei explicar, depois de ter aprendido, na raça na pele e na alma
O que é ser invadido.

Finalmente posso compreender o que apenas sentia
A vergonha dá espaço para a alegria
Agora sei qual é ou não é ,a minha energia.

Eu estou.

As cadeiras

Nas danças das cadeiras.
São três prá lá, três pra cá

Na dança das cadeiras é possível não se envolver.

Na dança das cadeiras o que menor ser será você.

É nesta ciranda de emoções
Que se restauram e se renascem os corações.

É nesta dança alem humana
Que se desvenda e concluem algumas tramas

Revivificar

É aos poucos que me vejo despertar
Já não era sem tempo,já estava sentindo a confusão apoderar se da minha mente.
Tem este instante em que escrevo,quase que como o registro, para uma lembrança que farei a mim mesmo daqui a pouco.

Tá confuso porém cada segundo tem seu precioso valor.

Estou feliz
Feliz como nunca fui  toda minha vida.
Agora posso expressar esta felicidade
Estou feliz porquê eu aprendi ser feliz

Estou de volta
Onde estive não sei nao certo,só sei que.
Eu não estava aqui 100℅ do tempo.
Ainda estou chateado por isso
Se estou aqui é por mérito ou conquista
Não tenho interesse de saber
Estou aqui e é o que importa

Estou reassumindo o controle.
Não sei dizer se eu perdi ou fugi do controle
Aprendo todos os dias a manter tudo sob controle.
Eu comando me ncorpo e minha mente






quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Guardar c carjnho

ROSE FOSTANES -XFACTOR ISRAEL PLAYLIST: http://www.youtube.com/playlist?list=PLG2-SY632jGBuddqFB4YRHzvoTGvqOetp

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Tristeza da culpa-Apresentação

 
NA DANÇA DAS CADEIRAS A POESIA DA RESPONSABILIDADE

Os textos abaixo foram enviados por uma galera que tá bem interessada em ficar perdida na culpa.
 

Para quem entende:
Nas cadeiras estamos efetuando os trabalhos na assistência, e algumas pessoas carregam sentimentos nobres que conflitam com sua evolução.
É em partes a conhecidíssimo. ´´Livre Arbítrio´´ sendo aplicado para confundir.
OBSERVO E PERCEBO

Observo muito profundamente a ação desses indivíduos.
Apresento a minha visão e o meu exemplo para auxiliar a estes amigos a resolverem os seus conflitos.

No poema abaixo percebe-se a culpa como a atriz principal, e o ator  coadjuvante é o poeta.

Percebe-se o não perdão, e o sofrer como penitencia e flagelo.
Pude perceber que é tão somente a responsabilidade, e a força condenatória do ato ostensivo, sendo aplicada pelo seu criador.

Análise fria.

Quando eles me deram este poema, sinto suas dores e anseios, e as compreendo sem a necessidade de me sentir culpado o ponto da condenação tortuosa.
Conversamos e debatemos ferramentas de impedir que  a culpa corrompa a oportunidade de reparar o erro, e aprender a não errar.

Passamos por essa situação quase todos os dias.
Por vezes  quero conversar com alguém e a fúria do cotidiano me faz perder o controle e  me ponho a chafurdar  na ostensividade.

Todos sabemos que este ato é por si só uma condenação da própria moral.
Porem sabemos que a lima não lixa agua.
Se o ato ostensivo é detectado e aceito como um ato errôneo pelo  seu causador, é ai que começa a redenção.
A culpa é a única penitência que  carece ser cumprida.
deixar de sentir culpa seria aceitar o erro como justificável, e assim se permitir a cometê-lo novamente.

Aos colegas das cadeiras eu deixo o exemplo de que por muitas vezes nosso papel é esse mesmo de cutucar,abrir feridas,chafurdar emoções guardadas para que o individuo possa se reconhecer.
Esta dura tarefa traz a mesma recompensa, vocês se reconhecem e se percebem falhos..
E é ai que habita a redenção, você reconhece a falha, aceita que precisa não repeti-la, e trabalha para esta ação se completar.
O flagelo e a dor que o sofrer culpa nos traz, serve tão somente para nada.
Na culpa sofredora, nós nos tornamos a vitima, os que sofrem por fazer sofrer.

É preciso tempo, força de vontade e auxilio mutuo se quisermos aprimorar nossas comunicações e termos  ao nosso redor  indivíduos que  não careçam de nossa fúria.
 
É preciso reconhecer que em cada um de nós habita uma fera, que acuada pode reagir de maneira hostil, após ser cutucada diversas vezes.
 
É preciso saber o momento certo de ´´Mandar tudo às fávas´´

Aprenda a não precisar se controlar

Para ser sincero, quando via algumas pessoas aplicando essas ferramentas, a primeira reação foi de querer me indispor com elas.
E com o passar do tempo pude perceber que se elas falassem a mesma coisa com um tom de voz diferente, ou usando outros adjetivos, com certeza eu me indisporia com elas.
Quando o Sr Augusto me trouxe este método eu reconheci imediatamente o resultado de pessoas que  já o aplicava em suas vidas.
aplico em minha vida e apresento aos meus amigos de jornada que também obtiveram sucesso com elas.

1-Conheça seu termômetro

2-Divida sua energia e deixe reservas para  reenergizar-se

3-monitore seu termômetro

4-seja absolutamente fiel ao seus limites não os desafie quando estiver em trabalho.

5-Seja sincero quando sentir que não tem capacidade de conduzir uma ação  sem ser hostil.

6- Aprenda a falar abertamente sem ferir

Frases que ajudam a não perder o controle


Eu preciso informar que não terei condições de conduzir esta conversa se continuarmos  sendo ostensivos.
Eu sinto muito por estarmos nesta situação e não compactuo com este momento.
Espero que como eu você compreenda que esta situação precisa  ser resolvida de uma maneira mais educada, estamos os dois  em desequilíbrio, penso que deveríamos silenciar por alguns  segundos ou minutos.
 
E um dia você entenderá que se você não quiser nada poderá lhe tirar o equilíbrio de conversar  numa harmonia de paz.
É escolher aprender exercitar e vencer.
Todos conseguiremos, eu estou a aprender cada dia  um pouco e sei que meus colegas de cadeira também estão.
 
É uma honra poder auxilia-los com meus exemplos ,e eu me sinto honrado  em poder ter exemplos que vocês possam seguir.
pensem que vocês estão fazendo a mesma coisa, auxiliando a não cometer os mesmos erros os irmão que  vos conectam a existência.
Liberdade para  o amor e a liberdade de ser quem se é.
 

 

A RESPONSÁBILIDADE DA CULPA



Há uma dor que não cicatriza.
 Dor de perder para você mesmo.
Sentimento que a alegria imobiliza.
  A lembrança da fúria que se desprende a esmo.


É como a taça de cristal quebrada por negligência.
A palavra dita sem entender o seu poder e sua consequência.
É quando você perde para a fúria e se culpa pela impaciência.

E se destrói corrompe e martiriza.
A dor do perder-se dói e o que era amor vira ojeriza.
Não há perdão só culpa.
E se torna ilusão crer que o tempo cria a desculpa.

O que sobra é a lição.
A cicatriz que não se cura com o dom do perdão.

Hei de ser forte e nunca me esquecer
Que habita em minha razão palavras que fazem doer.

Hei de alertar- me todos os dias.
Para nao repetir frases que  pronunciei que só as lembranças me causam agonias.

Aos algozes, feridos por mim, toma deste consolo
A vingança vem no flagelo das lembranças ,  culpa e solidão.
  Não há maior dolo.

Impossível crer em redenção ou reparo
Só me resta pagar o preço e bem caro.
De afastar me e não fazer mais doer.

Resta então a dignidade do recolher me na solidão.
Não posso esquecer da dor causada com  inteligencia em fúria que não tem perdão.
devo sentir que sem controle jamais poderei ter de novo um amor em meu coração.

Não há felicidade nesta lição só dor
A tristeza de uma culpa velada com o fim do amor.
Resta-me só o sentir sofrer
Resta me só nunca esquecer que meus instintos sabem
Ferir e Fazer doer.

Talvez a ilusão da redenção me assista o existir
Se aprender com minhas palavras ensinar a fazer sorrir.

Talvez quem sabe um dia possa fazer desta angustia e dor 
Algum motivo de alegria.

domingo, 16 de novembro de 2014

Seu Augusto Seja você mesmo.

Seu Augusto me explica uma coisa:
Como encontrar a serenidade sendo obrigado a conter a minha verdadeira natureza?.

Sua Natureza?
De uma vez por todas entenda que o que você vive não é a sua natureza,não é a sua energia.
É a natureza deste corpo e a energia do ambiente em que você e seu corpo estiver.
Você carrega este invólucro permeável afim de captar as vibrações energéticas do ambiente e dos indivíduos que nele estiverem.

Penso que o que eu poderia é ter como controlar as energias e não as deixar transpor a minha personalidade.
Não sei como fazer isso.

Agora é seu tempo de compreender,aguçar os sentidos para perceber quando você é você e quando você é outros que dizem ser você.
Este é teu exercício. Neste instante apenas observa e registra as ações que te levem ao desequilíbrio emocional.
No tempo certo as ferramentas de controle se apresentam,neste instante você esta observando as falhas.
Faça isso, aprenda a não sentir culpa.
Aproveita a solidão para ter este conhecimento,observe-se quando você está só.
Quando você esta no seu silencio você é você e seus pensamentos.
Quando você medita você é você.
Quando você está com amigos de verdade você pode ser você mesmo.

Seu Augusto quando estou com meus amigos de verdade eu consigo ser eu mesmo e não me ocupo se o que estou emanando é minha energia ou a energia do ambiente porque eu estou com quem me aceita,e principalmente  me ajuda a melhorar o que é preciso melhorar.

Sinto um ar de dó de mim em você.
você esta no mundo para aprender você escolheu chegar a i e descobrir o mundo do sentir e das respostas não queira ser você sempre num mundo em que nem você mesmo sabe quem é quem.